quinta-feira, 9 de julho de 2015

Como todos devem saber, a série THE FLASH, iniciou exibição na Globo. Antes mesmo da estréia, muitas reclamações relacionadas ao horário de exibição. Porém, a audiência está consideravelmente boa.


Porém, o fato que gerou duras críticas: DUBLAGEM! Mas, o que gerou toda essa repercussão?

Evidente, que a em torno de 70% do público que assiste THE FLASH durante as madrugadas da Globo, já viu a série legendada e está acostumada com as vozes originais dos atores e evidentemente teriam estranhamento desde o primeiro episódio dublado foi ao ar. Mas, a voz mais critica é de Tais Feijó, dubladora da personagem Caitlin, futura Nevaska. Fica evidente que o tom de voz da dubladora, pouco se assemelha com a de Danielle Panabaker, atriz que interpreta a personagem.
A dublagem é desenvolvida pela Gigavoxx Produções Artisticas LTDA.
Curiosa com todo desenrolar das duras críticas, encontrei no site THE FLASH BRASILesse seguinte relato do dublador do personagem “Flautista”, Allan Arnold, tentando esclarecer toda essa repercussão negativa relacionada a dublagem.


Confira a entrevista do coordenador do estúdio Gigavoxx, cedido com exclusividade ao The Flash Brasil:


DEPOIMENTO DO ALLAN ARNOLD, DUBLADOR DO “FLAUTISTA” 
NA SÉRIE EXCLUSIVIDADE ‘THE FLASH’ BRASIL
O dublador Allan Arnold, coordenador do estúdio Gigavoxx, onde foi realizada a dublagem de ‘The Flash’ no Brasil a partir do segundo episódio, entrou em contato com a nossa fanpage “The Flash Brasil” para fazer alguns esclarecimentos sobre a dublagem realizada por sua equipe.
**Os comentários aqui realizados são por partes SOMENTE de Allan e não de sua equipe como um todo.
**ÁREAS DESTACADAS ENTRE ” ” (ASPAS) SE REFEREM AOS COMENTÁRIOS DE ALLAN
Allan explica inicialmente que foi uma dublagem extremamente complicada de ser realizada, devido aos problemas de troca de estúdios e equipe de dublagem, até chegar a Gigavoxx, no Rio de Janeiro.
“A série começou a ser gravada no Rio de Janeiro, depois foi para São Paulo e logo em seguida voltou para o Rio. Passando por pelo menos 3 ou 4 estúdios diferentes até chegar a nós. Recebemos a mesma com elenco principal já definido.”
Além disso, o período para realizar a gravação das vozes era bem curto, relativo de 5 à 7 dias para fazer DOIS episódios, quando, normalmente, levariam de 10 a 12 dias no mínimo para fazer uma produção assim.
“Infelizmente neste projeto trabalhamos com prazos muito apertados e até hoje não entendo a razão disso já que só agora está indo ao ar.
Só a tradução de um episódio de 45 minutos leva em média de dois a três dias, por sorte, um amigo também dublador e tradutor, Filipe Albuquerque (dublador de Tony Woodward – Viga) assumiu a tradução em ritmo de “flash” a partir do episódio 6, fechando a tradução de um episódio em apenas algumas horas, e ele também deu um grande suporte à direção com relação ao universo da DC Comics.”
Sobre a dublagem de Caitlin, a dublagem incrivelmente mais reclamada e criticada pela comunidade de ‘The Flash’, tal qual ficou sobre responsabilidade da atriz Taís Feijó, Allan diz que este foi um grande desafio e uma grande escola para Taís:
“Taís é uma dubladora novata, ela dublou a Caitlin inicialmente como uma participação curta em “Arrow”, no entanto os responsáveis pela série não sabiam da importância que a personagem teria futuramente em Flash. Além disso no primeiro episódio em particular, que não foi feito por nós, ela não teve a direção necessária que um novato precisa, infelizmente devido ao ritmo de trabalho. 
Hoje fico feliz pois quando gravamos os últimos episódios, foi notável o crescimento dela ao longo da série. Ela conseguiu uma equipe disposta a ajudar e dar todo suporte que ela precisava e precisa, assim como todo dublador precisa (principalmente para uma personagem tão complexa).
Quem acompanhar com olhos atentos poderá notar uma evolução dela ao longo dos episódios.”
Claro que não é um costume colocar dubladores iniciantes para uma personagem tão grandes, mas é uma experiência, e o tempo trará a experiência necessária para ela.
Além das trocas de estúdios, a dubladora da Iris foi substituída (anteriormente Erika Menezes, cuja voz pode ser ouvida somente no primeiro episódio) pela Luisa Palamones, devido a problemas pessoais da Erika. “Quando iniciamos a gravação, Erika estava fora, e não teria como assumir o papel, sendo assim, por uma sugestão minha, junto ao Paulo Vignolo, optamos pela Luisa Palomanes, inclusive redublamos o primeiro episódio com ela.” – porém, o season premiere que foi exibido na Globo foi o mesmo que passou na Cartoon Network, tempo atrás.
Concluindo, Allan disse que acha ótimo críticas citadas pela comunidade, que é ótimo que exijam qualidade e estão muito certos disso. Ainda, ele disse estar aberto a críticas sobre o personagem que dubla, o Flautista.
“ Sou totalmente a favor de críticas – do público que gosta de dublagem- , sejam positivas ou negativas. Nós temos grandes profissionais e sinceramente se o público fosse mais exigente, com certeza teríamos melhores trabalhos em termos de “versões Brasileiras” onde a qualidade seria o alvo principal e não o prazo ou preço. – Ah sim, estou totalmente aberto a críticas sobre o meu trabalho como Flautista!-”
“Aproveito para agradecer a todo o elenco de dublagem de Flash, só vocês sabem a loucura e correria que foi, mas no fim deu certo. Um grande abraço a todos os colegas e a toda comunidade The Flash Brasil.”


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