quarta-feira, 12 de agosto de 2015


Diferente de minhas postagens anteriores, nesta não falaremos de apenas uma série nostálgica, mas de todas as séries de TV que tiveram como herói: O Homem Invisível. E,sim, houveram várias séries com este instigante herói.


Pra começar, e não desanimar os mais novos entre nós, vamos falar da série mais recentemente, que estreou em 2000, pelo Sci Fi Channel, nos Estados Unidos, com Vicente Ventresca interpretando Darian Fawkes, um ex-trapeceiro recrutado por uma organização de espionagem, que concorda em implantar um material experimental em seu corpo, que à partir de então é capaz de liberar uma substância que lhe permite ficar invisível. Mas, durante sua operação ocorre uma sabotagem, por isso toda vez que usa seu poder libera em seu organismo uma neurotoxina que se acumula em sua circulação sanguínea, causando-lhe imensas dores que precisa ser controlada por um medicamento especial fornecido pelo governo. A série foi encerrada em 2002, depois de 45 episódios, devido a seu alto custo de produção e brigas internas entre as emissoras Sci Fi Channel e a USA Networks. Registre-se porém que esta foi a mais longa já produzida com o personagem.

Não podemos esquecer, que no mesmo ano, estreava nos cinemas Hollow Man (O Homem sem Sombra ou O Homem Transparente) que em clima de suspense/aventura narra a história de um grupo de cientistas que em um laboratório militar ultra-secreto, descobrem a fórmula da invisibilidade. Porém ansioso por analisar os efeitos da fórmula em um ser humano, o líder da equipe, Sebastian Craine (Kevin Bacon), decide por testá-la em si mesmo. Entretanto, há um problema: a equipe ainda não tinha descoberto o antídoto para a fórmula. Começa então uma corrida contra o tempo, por parte dos demais cientistas, para tentar encontrar algo que impeça o cada vez mais rápido processo de invisibilidade pelo qual passa o corpo de Craine. Mas aos poucos a intoxicação decorrente do novo poder obtido por Craine o afeta, e faz com que ele comece a acreditar que seus colegas são na verdade uma ameaça à sua existência. É um filme realizado em co-produção por Estados Unidos e Alemanha, dirigido por Paul Verhoeven. O Filme recebeu uma nomeação ao Oscar 2000 na categoria de Melhores Efeitos Especiais. Sua sequência Hollow Man 2 foi lançada diretamente em vídeo em 2006. Já neste novo longo temos Christian Slater interpretando um homem à beira da loucura. Ele é Michael Griffin, um homem que se torna um assassino invisível que vai enlouquecendo ao mesmo tempo em que morre lentamente, tudo resultado do fato de ter tomado um soro experimental de invisibilidade. Ele está espalhando o terror, o que leva o governo a usar uma cientista, a única capaz de mantê-lo vivo, como isca para poder pegá-lo. Nesse perigoso plano, ela conta com a ajuda de um detetive, que chega a um ponto crucial quando descobre que para manter sua protegida viva, será preciso tomar o tal soro, o que o transformará também em um homem sem sombra. Agora, dois homens invisíveis se enfrentam em uma batalha onde apenas um deles saíra com vida. Um filme de baixo orçamento que mistura ação/suspense e ficção numa tentativa vã de repetir o sucesso do primeiro filme.

Em 1992, tivemos o não menos fracassado filme: Memórias de um homem invisível, onde o especialista da bolsa de valores Nick Halloway (Chevy Chase) vai participar de um seminário em um laboratório, só que como ele está numa terrível ressaca acaba adormecendo no banheiro, e sofrendo as consequências de um bizarro acidente nuclear. Ele e todo o prédio do laboratório ficam invisíveis. Enquanto tenta se adaptar a sua nova realidade, ele é perseguido por um agente traiçoeiro da CIA, que pretende usá-lo como arma de guerra. Para sua sorte, ele também conhece uma linda garota chamada Alice Monroe (Daryl Hannah), que vai tentar ajudá-lo. Gostou da sinopse, pois saiba que este é o maior fracasso comercial da carreira do mestre John Carpenter, e provavelmente o seu filme mais criticado. O resultado da produção dividiu o público e a crítica: o filme não é tão engraçado quanto esperavam os fãs de Chevy Chase, e nem tem tanta ação e suspense quanto queriam os fãs de John Carpenter. Por causa disso, a produção de 40 milhões de dólares foi um fiasco de bilheteria, mal arrecadando 14 milhões de dólares.


Já em 1984, na Inglaterra, uma outra série contendo apenas seis episódios foi apresentada pela BBC, ao longo do mês de setembro daquele ano, produzida pela própria emissora incorporando numerosas adaptações do livro O Homem Invisível de H.G.Wells, para a televisão, estrelado por Pip Donaghy no papel título, seguindo o enredo original, de um cientista perturbado que descobre a fórmula para se tornar invisível, mas enlouquece, não conseguindo reverter os efeitos da fórmula e que passa a usar sua invisibilidade para aterrorizar as pessoas ao seu redor. Pelo que li, não fez muito sucesso, ficou restrita aquele país e quase nunca é lembrada.

Já em 1976, surge a série “Gemini Man”, que fez bastante sucesso por aqui, estrelada por Ben Murphy que interpretava Sam Casey um agente da Intesect, uma unidade de ações especiais do serviço secreto americano. Em uma de suas missões, Sam é afetado pela radiação emitida por uma explosão submarina. Os efeitos colaterais da radiação deram a Sam o poder da Invisibilidade. Os cientistas da Intersect desenvolveram um equipamento capaz de manter Sam visível, mas para poder continuar vivo, Sam só pode ficar invisível por apenas 15 minutos a cada 24 horas. Se ultrapassasse esse tempo, morreria! O equipamento que controla a invisibilidade de Sam fica instalado dentro de um relógio digital.A Série foi transmitida nos Estados Unidos, pela NBC, num total de 11 episódios de aproximadamente 60 minutos cada (fora o episódio piloto com duração de 2 horas), dos quais somente 6 episódios chegaram a ser exibidos. Mais tarde, dois episódios da série foram utilizados para produzir um telefilme chamado “Rinding with Death” (Não assisti e nem consegui descobrir o título deste filme em português. Alguém sabe?).

No ano de 1975, surge a segunda, porém a mais lembrada, versão em série do herói invisível. Desta vez produzida pela rede NBC, nos Estados Unidos, com apenas 13 episódios, estrelada por David McCallum como o cientista Daniel Weston e Melinda Fee como sua esposa, a Doutora Kate Weston. O enredo da série é que o Dr. Daniel Westin descobre o segredo da invisibilidade e consegue fazer vários objetos invisíveis, mas ao descobrir que os militares pretendiam usar suas descobertas para fins bélicos, resolve ele próprio se tornar invisível, destruir o equipamento e as anotações, para que ninguém pudesse utilizá-las. Dessa forma ele passa a trabalhar em diversas missões para uma organização chamada Klae Corporation, utilizando sua invisibilidade como arma secreta. Para se tornar visível ele utilizava uma máscara idêntica ao seu rosto original, confeccionada por um outro cientista e amigo. Dessa forma quando ele desejava se tornar invisível bastava retirar a máscara e se livrar de suas roupas para que ninguém pudesse vê-lo e assim conseguia infiltrar-se em determinados locais, e resolver os mistérios de cada episódio.


Em fim, chegamos a primeira série de TV do Homem Invisível, no ano de 1958  e produzida pela ITC Entertainment para a Associated TeleVision na Inglaterra (ITV), num total de um piloto, que não chegou a ser exibido e mais 26 episódios, de aproximadamente 30 minutos cada, em preto e branco. Mais tarde a série foi apresentada pela rede CBS nos Estados Unidos. A espetáculo narrava as aventuras do Doutor Peter Brady, um cientista inglês que ao tentar provar a fórmula da invisibilidade através da refração da luz acaba sofrendo um acidente, durante o processo que o torna permanentemente invisível, mas é recrutado pela inteligência britânica para se tornar um agente e utilizar sua invisibilidade para ajudar as pessoas em dificuldades, assim como resolver os crimes e infiltrar-se como espião.


The Invisible Man ou O Homem Invisível foi uma obra de ficção científica escrita por H. G. Wells, publicada originalmente por capítulos na revista “Pearson´s Magazine” em 1897 e mais tarde transformada num livro neste mesmo ano. A história narra como um cientista chamado Griffin que concebe uma teoria baseada na refração da luz, onde uma pessoa pode ser coincidida com o ar e seu corpo absorver a luz nela refletida, tornando-se dessa forma invisível. Para provar sua teoria ele ministra em si mesmo uma fórmula química que o torna invisível, porém diante da incapacidade de retornar ao seu estado normal, adquire um  estado mental instável e agrssivo. O livro fez um grande sucesso e chegou ao cinema num filme em preto e branco de mesmo nome, em 1933, através da Universal Pictures, num longa-metragem dirigido por James Whale, interpretado por Claude Rains como Doutor Jack Griffin, um cientista que, conforme o livro,  para provar a autenticidade de sua fórmula química, aplica em si mesmo, transformando-se num ser invisível e louco. O filme fez tanto sucesso que acabou dando origem a várias continuações, entre as quais estão: “The Invisible Man Returns” (1940), “The Invisible Woman” (1940) e “Invisible Agent” de 1942.

Até mesmo a indústria cinematográfica japonesa se interessou pelo assunto e produziu em 1954 um filme pelo estúdio “Toho”, sendo este uma livre adaptação do romance de Wells, que foi chamada de “Tomei Ningen”.

UFA...que viagem, hein? Curtiu? Gostou? Odiou? Comenta aí...

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