quarta-feira, 21 de outubro de 2015

DeLorean, que levou Marty e Doc em viagens no tempo.
Em 21 de novembro de 1989, Marty McFly e Doc Brown chegaram ao futuro no 2º filme da trilogia De Volta para o Futuro. É impressionante notar como muitas das tendências tecnológicas mostradas no filme são comuns no presente.


Mas De Volta para o Futuro 2, não conseguiu prever tudo precisamente.

Vamos relacionar algumas previsões acertadas e outras que passaram longe da realidade atual:

ENTRETENIMENTO

Não tivemos as sequências de Tubarão em Holomax como mostrado no filme. Mas a indústria do cinema não desistiu das tecnologias 3D. O último projeto é um sistema de projeção a laser que teria imagens mais "brilhantes, nítidas e claras". Com estréia recente dessa inovação em Londres com o filme A Travessia que, não por acaso, é do mesmo diretor da trilogia De Volta para o Futuro, Robert Zemeckis. Mas De Volta para o Futuro 2 acertou mais quando tentou prever como seria o entretenimento dentro de casa.


A tela plana mostrada na casa de Marty McFly se parece com os painéis flexíveis mostrados recentemente pela LG em exposições do setor. Há rumores de que em breve essas telas serão comercializadas.Televisões controladas pela voz, são realidade graças às smart TVs da Samsung e Sony, além de dispositivos como a Apple TV e o dispositivo da Amazon.



FUTURO OFF LINE

A internet tinha sido inventada no ano de lançamento do longa e o 1º navegador só foi lançado no ano seguinte. Logo, não havia muito que explorar e prever nesse campo. Mas, CD-Roms e os grandes Laser Discs são mostrados em pilhas de lixo. E, em um tempo em que o e-mail nem tinha este nome, os responsáveis pelo filme imaginaram que seria mais fácil mandar um fax no meio da rua.



O filme previu muitos utensílios como fornos controlados por computador e um hidratador de pizzas. Atualmente, temos um chef robótico, apresentado em uma feira em San Francisco, e uma geladeira que faz selfies. Um bom acerto mostrado no filme foram as portas controladas por computador, a Universidade de Yale foi a última a lançar um produto como este no começo do mês.

MODA E BELEZA

O uso da tecnologia nas roupas já havia sido previsto pelo filme na jaqueta usada por Marty.
As roupas de hoje apesar de não ter todas as funções do casaco cinematográfico, como o secador interno, já estão fazendo experiências: como encaixar eletrônicos nos tecidos das roupas.
Os quepes da polícia de De Volta para o Futuro 2 têm pequenas telas onde é possível ler mensagens. O paralelo disso no presente são os vestidos da marca CuteCircuit's, que mostram tuítes.
A Nike já patenteou os tênis que se amarram sozinhos, parecidos com os mostrados no filme.
Quanto aos cuidados com o corpo e a pele, não há ainda esfoliação tão efetiva contra o envelhecimento como mostrado por Doc, que foi a uma "clínica de rejuvenescimento". Porém injeções de botox e peelings químicos, sugerem que muitos estão pelo menos tentando.



ÓCULOS INTELIGENTES

Temos uma pequena pista do que Marty Jr. vê através de seus óculos supertecnológicos mostrados no filme, da marca JVC, que hoje é uma força muito menor no mercado de eletrônicos. Os maiores nomes do setor hoje estão apostando em várias formas de tecnologia parecida com a mostrada: a Microsoft com o Hololens, o Oculus Rift do Facebook ou a segunda versão do Google Glass.
Porém, o maior erro do filme é a ausência dos smartphones. Marty Jr. inclusive usa no filme um telefone público da operadora americana AT&T. O irônico é que esta foi a 1ª companhia a oferecer o iPhone. Não é que o longa não previsse uma mundo conectado pelos dados. Uma conversa em vídeo ao estilo do Skype é mostrada, e os dados de quem fez a ligação também aparecem. Mas a comunicação ocorre através da TV, e não por smartphones.
O filme também passou longe da realidade atual quando Marty foi avisado de uma prisão iminente por um jornal em papel, e não por uma tela touchscreen. Duas décadas antes, o filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, já tinha mostrado os "newspads".
Mas um ativista que tenta restaurar a torre do relógio de Hill Valley até parece usar um tablet em uma das cenas do filme.

OS ROBÔS

Os drones mostrados em De Volta para o Futuro 2 fazem apenas aparições rápidas, mas são muito atuais. Organizações de mídia, como a própria BBC, começaram a usar estas pequenas aeronaves com câmeras para conseguir novas perspectivas nas imagens. Mesmo que não se sintam confortáveis enviando os drones para lugares lotados como os mostrados no filme. Outro tipo de robô mostrado é um frentista de posto mecânico.


A Holanda já testou um dispositivo parecido há alguns anos, no projeto TankPitstop. E a Tesla está desenvolvendo algo parecido para carros elétricos.

TRANSPORTES

"Para onde vamos não precisamos de estradas" - esta foi uma promessa que o filme não cumpriu.

Empresas ensaiaram, sem sucesso, lançamentos de carros voadores. A Terrafugia, de Boston (EUA), é um exemplo: prometeu começar a vender um modelo em 2012, mas ainda está tentando viabilizar o negócio. De Volta para o Futuro 2 pode ter errado quanto aos carros pelos céus das cidades, mas acertou em um detalhe. Ouça os efeitos sonoros usados para os carros do filme: eles são quase silenciosos e fazem apenas um zumbido muito baixo, algo que hoje podemos associar ao Toyota Prius e outros carros elétricos.


Mas o conversor de energia Mr. Fusion, que transformaria lixo em combustível para o carro, ainda não é viável. Algumas empresas, no entanto, já testam a geração de energia a partir do lixo. Cidades britânicas como Bristol e Bath recentemente começaram a usar ônibus cujo combustível é feito a partir do tratamento do esgoto e da comida descartada. Também há esforços em curso em outros lugares para transformar os detritos gerados pela agricultura em um suplemento para gasolina. E o Brasil é um dos maiores produtores e consumidores de biodiesel do mundo.

O modo como o personagem Biff pagou uma corrida de táxi, com a impressão digital do polegar, não é tão diferente da maneira como pagamos por serviços de transporte como aplicativos de táxi, Uber e seu concorrente Lyft, sem usar cédulas de dinheiro. Até a famosa cena do skate voador, ou hoverboard, não parece totalmente absurda em 2015. A Lexus demonstrou o funcionamento de seu hoverboard em agosto. Ele requer uma pista de trilhos de metal no chão para poder levitar. Recentemente o skatista Tony Hawk também foi filmado testando um outro hoverboard, o Hendo, baseado em uma tecnologia magnética parecida à usada pelo skate voador da Lexus. No entanto, placas de carro com códigos de barra não viraram realidade.

Fonte: BBC


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