quinta-feira, 24 de março de 2016

A Disney resolveu se manifestar de maneira absolutamente contrária ao projeto de Lei 757 que políticos da Geórgia enviaram ao governador Nathan Deal propondo medidas antigays.
Juntamente com a Marvel, a gigante ameaçou não rodar mais seus longas-metragens na localidade, diferente do que fez em diversas ocasiões, como com os recentes Homem-Formiga, Capitão América: Guerra Civil e Guardiões da Galáxia 2, filmados em Atlanta [capital].
O rompimento ocorrerá mesmo apesar dos 30% de incentivos fiscais oferecidos para atrações do cinema e da TV. “Disney e Marvel são empresas inclusivas e, por mais que tenhamos tido ótimas experiências filmando na Geórgia, nós planejamos levar nossos negócios para qualquer outro lugar caso qualquer legislação que permita práticas discriminatórias se torne lei estadual”, declarou um porta-voz dos estúdios.
A lei propõe que os ministros não sejam forçados a realizar casamentos entre homossexuais, que igrejas “forneçam serviços sociais, educacionais ou de caridade que violem as crenças destas organizações baseadas na fé” ou “contratar ou manter como empregada qualquer pessoa cuja crença ou prática religiosa ou a falta delas esteja em desacordo com o que essas organizações acreditam”.
Deal tem até o próximo dia 03 de maio para aprovar ou não a lei, porém, anteriormente o governador republicano estava inclinado a vetá-la. Ele pareceu ter mudado de ideia recentemente ao declarar estar surpreso com as alterações feitas no projeto.
Localizadas em Atlanta, empresas de porte com Coca-Cola, Home Depote e UPS posicionaram-se contrárias à lei porque, para competir pelos melhores talentos, “temos que ter locais de trabalho e comunidades diversas e acolhedoras para todas as pessoas, não importando raça, sexo, cor, nacionalidade, etnia, religião, idade, deficiência, orientação sexual ou gênero”.
Até a NFL [Liga Nacional de Futebol Americano] ameaçou suspender a realização do Super Bown em Atlanta em 2019 ou 2020 caso o projeto seja colocado em prática. Atlanta Braves, Atlanta Falcons e Atlanta Hawks, times locais, completam o grupo dos que não concordam com a lei.
“Se esta lei for sancionada, seus funcionários, seus contratados, todos aqueles que trabalham em suas produções estão em risco de sofrer discriminação chancelada pelo Estado. Isso está errado. É anti-americano. É uma afronta a todos os valores dos quais Hollywood se orgulha. Vocês têm a influência e a oportunidade de não apenas derrotar esse projeto, mas para enviar uma mensagem de que há consequências para leis perigosas e odiosas como essa”, declarou Chad Griffin, presidente da Human Rights Campaign, durante um evento recente, pedindo que os cineastas também participem do boicote.

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