sexta-feira, 9 de dezembro de 2016





 roteirista Tom King teve a difícil tarefa de substitui Scott Snyder na metade do ano do comando do titulo do Batman, onde era um dos grandes destaques do reboot introduzindo novos conceitos como a orte da coruja e reinventando a história do homem morcego, sua relação com a bat-familia e com o proprio coringa, ou diga-se, com "os" coringas.



Elogiado por suas passagens por Omega MenSheriff of Babylon e pela recém-encerrada série do Visão, o roteirista Tom King acaba de mostrar a que veio na edição 12, publicada nesta semana nos EUA, apresenta um fato do passado de Bruce Wayne que da um novo significado a toda a cruzada do Morcego. 

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No processo, adicionando uma nova regra para a origem do Batman: ele não é apenas um herói que  pode morrer, mas um herói criado especificamente  para morrer.




A revelação tem ligação direta com o nome desse arco atual, "I am Suicide". Na edição, Batman escreve uma carta para Selina Kyle, que está sendo transferida para o Asilo Arkham depois de supostamente ter matado 237 pessoas. Ao dividir seus traumas com a Mulher-Gato, Bruce Wayne de forma chocante e extremamente humana conta que tentou suicídio aos dez anos, cortando os pulsos com a navalha do pai, depois de ficar órfão.

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Enquanto todos os fãs conheciam a história da origem de Bruce Wayne - garoto rico, os pais mortos, se dedicou a  combater o crime - a origem real do  Batman é o que está sendo alterado aqui. E tão difícil  acreditar, mas novos detalhes são acrescentados como uma forma de pintar um retrato de um inicio para o Batman ainda mais trágico, ainda mais sombrio.. Bruce admite que toda a ideia - um homem vestido como um morcego, com uma capa e capuz - é risível. Mas o verdadeiro segredo é que ele não é um homem vestido assim: é só um menino vestido como um homem, vestido como um morcego.

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A carta ainda deixa claro que Bruce escolheu ser o Batman porque sabia que esse caminho iria levá-lo a morte eventualmente, e desejava que essa morte fosse, pelo menos, produtiva. “Eu sou um suicida”, define ele.

Na carta a Selina, Bruce reconhece o absurdo de sua cruzada contra o crime, frisando que seus pais - "classicamente dignos, classicamente bondosos" - teriam rido se vissem seu filho fantasiado de Morcego. Bruce reconhece que ele mesmo tem vontade de rir disso às vezes, mas Selina não riria, porque o entende.

King escreve na edição que o momento da tentativa do suicídio foi o instante em que Bruce fez seu juramento de combate ao crime. "Minha vida deixou de ser minha vida", diz Bruce na carta. Segundo ele, sua cruzada "é a escolha de um garoto, a escolha por morrer""Eu sou Batman. Eu sou suicídio", finaliza.

A revelação não só torna literal a tendência suicida de Bruce Wayne, explorado por diversos roteiristas, mas de forma subliminar, e agora  reconfigura o sentido de toda a sua cruzada, interpretada por muitos como um modelo de superação do homem comum contra a adversidade. 

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Outra revelação veio em relação ao próprio Scott Snyder. King contou ao CBR, que consultou Scott Snyder sobre o teor da HQ. "Eu falei pra ele: 'Tomei essa decisão, e estou um pouco nervoso, porque não estou certo se fui longe demais'. E ele me respondeu: 'Esse é o meu Batman. Esse é o Batman que eu estive escrevendo também. Eu nunca cheguei a dizer [que Batman é suicida] mas é ele, sim'."

"É como se Bruce dissesse: 'Eu não vejo mais um sentido de levar uma vida para mim, mas posso viver a minha vida para os outros'", diz King, frisando que, para ele, Bruce Wayne sempre teve esse suicida, desde a sua criação por bob kane. "Isso é quase uma literalização de algo que já está por aí há muito tempo."

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