domingo, 8 de janeiro de 2017

Hoje o post é bem grande, mas eu espero mesmo que leia até o final, pode ser a resposta que tanto você estava procurando.


"As vezes, parece que nada tem sentido pra mim. Que eu sou um perdedor, e sempre vou ser um perdedor". Muita gente se sentiu assim alguma vez na vida, seja praticando um esporte ou mesmo estudando matemática. Mas será mesmo que é essa a verdade da vida? Se não levarmos jeito para coisas mais "comuns", talentos mais valorizados, somos realmente perdedores?

Einstein uma vez disse, "Todo mundo é um gênio. Mas, se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em uma árvore, ela vai gastar toda a sua vida acreditando que ele é estúpido."

Mas o problema, é que na vida isso não acontece. Padronizam a gente pelos mesmo valores e "talentos", principalmente na escola, e, infelizmente, não temos um professor tão foda quanto o Guy Sensei por perto para nos ajudar a sair da "bad".

Se eu te perguntasse o que tem muros altos, pessoas uniformizadas fechadas em alguns cômodos, que tem alguns minutos por dia para tomar banho de sol e comer, pessoas que andam em fila indiana e tem que obedecer ordens das autoridades que trabalham no estabelecimento, o que você responderia?

Prisão? Fábrica? Quartel? A resposta é NÃO! Nenhuma dessas. A resposta é ESCOLA.

Sim, escola. Criada na Prússia, em plena revolução industrial, prezava pela padronização dos alunos. As pessoas entravam no colégio para tornarem-se operadoras da nova tecnologia que acabara de ser descoberta: máquinas para facilitar a produção nas indústrias. Portanto, deveriam aprender a fazer algumas contas e usar um pouco de lógica e leitura com escrita, talentos que deveriam ser desenvolvidos para ingressarem nesse novo "templo" que era uma industria "automatizada".

As pessoas foram treinadas para não desobedecer ordens, foram colocadas em um lugar e condicionadas a ter horário para ir ao banheiro e comer. E claro, desenvolver um pouco de lógica, para manejar as máquinas, e ler para entender o manual e as instruções. A escola era uma transmissora de conhecimentos. Até a ideia de aprendizado por faixa etária veio daí.

Bom, ok, isso foi há mais de cem anos, pode ter sido uma coisa boa no momento. MAS JÁ SE PASSOU TEMPO DEMAIS E ESSA JOÇA CONTINUA IGUAL.

A escola não mudou quase nada, segue tradições arcaicas e métodos atrasados. Continua informando e transmitindo conhecimento ao invés de ajudar a sermos pensantes e críticos. Impõe como o mundo deve ser visto ao invés de nos ajudar a conhecer o mundo pelos nossos olhos. Mas isso não é pior. O pior é ainda termos a matemática e o português como matérias principais, mesmo sabendo que as pessoas são diferentes e têm talentos diferentes.

A maioria da galera se fodia enormemente no colégio para aprender fórmulas das mais diversas, envolvendo números complexos, com muitas vírgulas e sinais. Fórmula de Bhaskara, logarítimos, matrizes, Pi. Mudando de matéria, quem nunca passou dias estudando a conjugação dos verbos no futuro do presente ou teve que entender o que é um verbo transitivo direto ou indireto. E quer saber o pior? Aprendíamos isso sem saber o verdadeiro motivo, sem um "porque" decente, só sabíamos que era pra passar de ano, e caso não conseguíssemos a média éramos burros e reprovávamos.

BURROS! Burros por não ter facilidade com matemática ou português. Burros porque por mais que tentássemos muito no começo do ano aprender essa matérias, a primeira nota baixa nos fazia desanimar, pois a professora fazia questão de te comparar com outros "melhores alunos". Burros por ter um ensino sucateado e atrasado. Burros porque não sabíamos o porque de nada. Burros porque éramos o tempo todo comparados uns com os outros em apenas dois talentos: lógica e escrita. Burros porque a escola não te ajuda a se preparar para a vida. Burros porque sabemos que precisamos de muito mais que isso.

Sabe de um coisa? Você não é burro. Você só não tem facilidade nesses dois ramos, e um cara chamado Howard Gardner, indignado com a situação, escreveu um estudo onde mostra que as pessoas tem mais talentos que apenas os mostrados no colégio.

Em 1985, ele mostrou ao mundo seu estudo sobre as múltiplas inteligências. De acordo com Gardner, Psicólogo e autor desta teoria, existem ao todo sete tipos de inteligência e todas as pessoas têm um pouco das sete dentro de si. No entanto, cada pessoa tem um desses tipos mais desenvolvido e que se sobrepõe sobre os outros.

As inteligências são:

· Lógica – voltada para conclusões baseadas em dados numéricos e na razão. As pessoas com esta inteligência possuem facilidade em explicar as coisas utilizando-se de fórmulas e números. Costumam fazer contas de cabeça rapidamente. A boa e velha matemática, que te atormentou no colégio

· Linguística – capacidade elevada de utilizar a língua para comunicação e expressão. Os indivíduos com esta inteligência desenvolvida são ótimos oradores e comunicadores, além de possuírem grande capacidade de aprendizado de idiomas. O português dos verbos impossíveis de serrem decorados.

· Corporal – grande capacidade de utilizar o corpo para se expressar ou em atividades artísticas e esportivas. Um campeão de ginástica olímpica ou um dançarino famoso, com certeza, possuem esta inteligência bem desenvolvida.

· Espacial – habilidade na interpretação e reconhecimento de fenômenos que envolvem movimentos e posicionamento de objetos. Um jogador de futebol habilidoso possui esta inteligência, pois consegue facilmente observar, analisar e atuar com relação ao movimento da bola. Ou a galera que não se perde andando no centro de uma cidade desconhecida (eu não tenho isso, me perco até dentro do bairro onde moro)

· Musical – inteligência voltada para a interpretação e produção de sons com a utilização de instrumentos musicais.

E as que as que realmente vão te ajudar a ser uma pessoas melhor, segundo o psicólogo Daniel Goleman (pesquise sobre inteligência emocional)

· Intrapessoal – pessoas com esta inteligência possuem a capacidade de se autoconhecerem, tomando atitudes capazes de melhorar a vida com base nestes conhecimentos.

· Interpessoal – facilidade em estabelecer relacionamentos com outras pessoas. Indivíduos com esta inteligência conseguem facilmente identificar a personalidade das outras pessoas. Costumam ser ótimos líderes e atuam com facilidade em trabalhos em equipe.

Tem uma outra que ele acabou adicionando depois:

· Naturalista – voltada para a análise e compreensão dos fenômenos da natureza (físicos, climáticos, astronômicos, químicos).

E tem outras que ele está estudando colocar na lista

- Existencial - Pessoa que lidam bem com perguntas como: Quem sou eu? Da onde eu vim? Quem é Deus? Como tudo foi criado? ou mesmo, qual meu propósito?

- Pedagógica - Galera que gosta e sabe ensinar, que consegue simplificar os assuntos para os outros entenderem.

E uma que está sendo estudada no Brasil:

- Pictográfica - Quem desenha, e tem as manhas de observar o mundo e coloca-lo no papel. (Caras como o Rob Liefeld não tem essa)

Com essas informações, sim eu sei que é coisa pra caralho, você já conseguiu entender que o problema não é ir mal em matemática, o problema é não terem te contado que você pode ter outros talentos e ser feliz com eles.

E depois de tudo isso, entenda, somos todos possíveis gênios, só precisamos saber em que. Talvez a perseverança do Rock Lee possa te ajudar. Inspire-se e curta no Face 10% de inspiração

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