domingo, 1 de janeiro de 2017

(Matéria Isenta de Spoillers)

A Netflix parece mesmo estar disposta a conquistar um lugar entre os canais com as melhores séries e já consegue inclusive incomodar as grandes empresas do setor. Sua aposta são as séries em diferentes formatos tentando escapar do padrão policial/drama medico/drama legal. E pode-se dizer que ela esta sendo bem sucedida, primeiro tivemos a agradável surpresa de ‘Stranger Things’ com suas inúmeras referências. Agora podemos destacar sem sombra de dúvida: “The OA”.

Mostrando grande coragem e ousadia a série foi lançada sem praticamente nenhuma informação sobre qual o assunto a ser abordado, a não ser o que pode ser observado no trailer: uma garota cega desaparece e após alguns anos retorna com a visão restaurada.


Logo no primeiro episódio você percebe que a série será diferente das demais. Inicialmente ela aborda o tradicional retorno de alguém desaparecido: os repórteres, os investigadores do FBI, o reencontro com a família, enfim o de sempre. Após uma hora de exibição (o episódios piloto tem 1h 11 min) acontecem duas coisas: sobem os letreiros iniciais e começa outra história!

No inicio ficamos sabendo que a garota se chama Prairie, mas ao começar a contar sua história ela diz se chamar Nina e ter nascido na Rússia (embora prefira que a chamem ‘OA’). A história envolve (de leve) a máfia russa, que embora não seja um elemento vital tem sua importância no contexto da história de Nina.

Como normalmente acontece (pelo menos eu espero que assim seja), começamos logo a levantar teorias que são completamente jogadas por terra após estes primeiros 60 minutos! E para que não nos acomodemos com o que estamos vendo, no segundo episódio “Novo Colosso” mais uma vez a história muda o foco e passamos a acompanhar o cativeiro de OA.



Ainda com relação ao episódio piloto, na primeira hora OA insiste que é necessário reunir um grupo de 5 pessoas. E este grupo é formado por pessoas no mínimo estranhas entre si: o garoto de ouro da escola (Alfonso), o garoto problema da escola (Steven), o garoto cuja mão se matou e o pai abandonou (Jesse), a aluna transexual (Buck, cujo nome de batismo é Michelle) e uma professora desiludida (Betty/BBA).

No cativeiro (onde a maior parte da história se passa) já existem mais três pessoas Homer, Scott e Raquel. Posteriormente chega Renata (personagem mais apagada do grupo). O raptor que diz estar realizando um estudo é Hap.

A cada episódio mais informações são fornecidas a nós telespectadores e ao grupo reunido num casarão abandonado, e as surpresas não terminam e culminam nos episódios “Paraiso” e “Império da Luz”.

Apenas a história de Nina/Prairie/OA já seria o suficiente para manter nossa atenção presa, mas paralelamente aprendemos cada vez mais sobre os membros do grupo reunidos no casarão (embora o destaque maior seja para Steve).

Ao chegar ao comovente final (será????) a única questão que fica é: o que vimos é verdade ou apenas uma ilusão?

O que posso dizer é que a série (ou minissérie) é fantástica! Prende sua atenção desde o inicio e te faz pensar bastante. E principalmente vale cada minuto gasto assistindo......

“THE OA” é uma série distribuída mundialmente pela Netflix e foi criada e produzida por Brit Marling e Zal Batmanglij. Também estão envolvidos na produção Brad Pitt, os estúdios PLANE B e ANONYMOUS CONTENT. A primeira temporada foi disponibilizada em 16 de dezembro e possui 8 episódios que duram em média 1 hora cada, pode ser baixada para assistir em "off". A série foi bastante elogiada pela critica e pelo publico.


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