sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Especial: Máquinas!!
Confesso que não esperava chegar ao 13º post falando sobre séries que não conseguiram ultrapassar o primeiro ano ou mesmo o próprio piloto. E olha que só estou colocando pilotos e séries que eu assisti, existem inúmeras outras que desconheço. 
Neste post de numero 13, vamos falar de 3 séries que envolvem maquinas, tecnologias avançadas (e totalmente mentirosas). E só pra lembrar, até agora já falamos de pelo menos 39 séries.
A NOVA SUPER MÁQUINA – 2008 – Todo mundo que faz parte deste grupo ou pelo menos a maior parte das pessoas que leem esta coluna, conhece a série original da “Super Máquina”, aquela com David Hasselhoff que antes ficava correndo pelas praias de Malibu com Pamela Anderson (num maio vermelho e câmera lenta). Nesta série David dirigia um carro denominado “KITT” que era munido de Inteligência Artificial e inclusive conversava com o personagem de David e possuia um discreto senso de humor (!!!!!). Bem, já fazia algum tempo que queriam retornar com esta série e em 2008 puseram em pratica seu intento. O Piloto teve uma audiência incrível, talvez ajudado pelo aparecimento do próprio Hasselhoff repetindo seu papel de Michael. A historia se passa 25 anos após a serie original e o personagem principal é Mike Tracer um ex-militar (para variar) que é convidado a trabalhar para a misteriosa organização LEGION, a principio não aceita (claro) mas acaba cedendo principalmente por estar endividado e com a cabeça á prêmio. Michael aparece como pai de Mike........Para atualizar a série os produtores incrementaram ainda mais o veiculo KITT, ele consegue até mesmo mudar de aparência (marca, cor, modelo) em pleno movimento e sim, continua com senso de humor. Mas, alguma coisa não funcionou, talvez um carro falante não tenha mais lugar em nosso mundo. Talvez o personagem principal não passe credibilidade, seja muito certinho, muito metido a conquistador, não sei. Mas não foi só eu que não gostei, o publico americano também não, e como consequência após 17 episódios a série “naufragou”.
CAPRICA – 2009 – Nem mesmo um pôster sexy conseguiu salvar a série. Embora alguns tenham “torcido o nariz” para a nova versão de Battlestar Galáctica, eu gostei bastante! A série apresentava um excelente equilíbrio entre os assuntos abordados: religião, política, fraternidade, relações familiares, relações amorosas, amor e ódio. Talvez baseando-se nisto os produtores acharam que fazer uma série que se passasse antes dos eventos de BSG seria uma boa ideia. Mas acontece que se você pretende fazer uma série que se passa antes do que o publico viu na série principal, você precisa tomar alguns cuidados. Por exemplo – não se pode mudar a mitologia da série original – e Caprica, da forma como foi concebida, fazia isto. Além disto a tentativa de fazer um cylon ‘primitivo” não funciona, porque na série “Caprica” um personagem passa a essência de sua filha ZOE para um dos protótipos cylon, ou seja, era como se o robô tivesse “alma”. Para piorar os roteiristas começaram a se focar no lado “espiritual” da história, e um pouco antes do cancelamento Zoe foi transportada do corpo cylon para um “mundo virtual” onde encontra uma avatar que lhe faz revelações e lhe atribui......poderes!!! Resposta do publico: cancelamento! 19 episódios exibidos.
ALMOST HUMAN – 2013 – Mais uma série produzida por J J Abrahams e que apesar disto, não obteve sucesso. A série se passa em 2048, nesta época devido ao assustador aumento de atos violentos (400% de aumento do crime) foi determinado que cada policial fosse acompanhado de um robô policial. O objetivo desta medida era prevenir a perda de vidas humanas (dos policiais), pois em casos de confronto os autômatos iam a frente. Como não podia deixar de ser uma das ações assim conduzidas tinha de dar problema, e justo com um policial mais “cabeça quente” do distrito. Numa das missões seu melhor amigo fica cercado pelos bandidos, o robô que o acompanha analisa que as chances deles salvarem o policial eram mínimas e que os riscos de Kennex (Karl Urban, o atual doutor McCoy de Star Trek) também acabar morto eram enormes. Como o robô se recusa a sacrificar-se para salvar seu amigo, Kennex tenta ajuda-lo sozinho, e como resultado não só seu amigo morre como ele próprio perde uma das pernas. Kennex já não gostava de robôs antes (a série chega a explicar porque) e ainda ocorre este fato, ele passa a sabotar todos os policiais robôs designados a ele (destrói mesmo). Um belo dia um robô diferente lhe é designado, um robô que havia saído de linha por ter “problemas com sentimentos” (era um modelo experimental) e por isto só era designado para tarefas menores.Ironicamente foi o próprio Kennex que escolheu este robô em particular. Daí para frente é aquele clichê de filmes policiais onde os parceiros não se dão bem, só que com toques de Syfy. O maior problema da série era que você ficava esperando algo mais e isto nunca acontecia. Em algumas situações era possível saber o desfecho com antecedência, e episodio bom mesmo só deve ter tido uns dois ou três. Resultado: 13 episódios e CANCELAMENTO...... 

Leia também:

E chegamos ao fim de mais um post/episódio de “Series que não tiveram chance”. Até o momento não percebemos sinais de cancelamento desta série de artigos. Caso você tenha chegado até aqui, de sua opinião ai em baixo nos “comentários”, mesmo que seja em discordância de tudo que eu escrevi.....


Texto: Paulo Cirino
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