sábado, 4 de março de 2017

“The Blacklist: Redemption” é mais uma prova viva daquela máxima da TV: ‘se esta fazendo sucesso, porque não fazer um spinoff?’. Acho que até conseguimos imaginar uma reunião para falar sobre novos programas e alguém levanta o braço timidamente e diz: porque não fazemos uma série derivada de.....?”

Acredito que pelo menos alguns que estejam lendo este post sejam fãs da série original “The Blacklist”, onde um belo dia o fugitivo Raymond Reddington ex-agente do governo decide se entregar ao FBI em seu quartel general!!! Ao se entregar Raymond alega ter informações importantes para o FBI e para a segurança do país, mas que só as daria se fosse para uma agente novata chamada Elizabeth Keen (Megan Boone). Estas informações Raymlond chama de “Blacklist”, são nomes de pessoas e organizações que praticam crimes que o FBI muitas vezes desconhece.

O que mais ajudou “The Blacklist” foi a interpretação de James Spader (a voz do Ultron) do famigerado Raymond Reddington. Mas e sua derivada “The Blacklist: Redemption”?

Após ser sugerido um spinoff de “Blacklist” acredito que a maior dificuldade foi como poderia ser feito, e qual o personagem ou personagens que seriam envolvidos. Raymond estaria nas duas? Bem, havia um personagem que obviamente foi criado para ser apenas coadjuvante e que talvez não tivesse sido planejado para durar muito tempo na série.

Este personagem era Tom Keen (Ryan Eggold), marido a principio traidor de Elisabeth Keen, Acontece que o personagem cresceu no gosto do publico e foi se tornando importante na história. Vale destacar que Tom é implacável e violento quando precisa resolver algum assunto. Ou seja o personagem ideal para o spinoff.

Aos poucos se foi criando um drama pessoal para Tom, envolvendo seus pais desconhecidos, e com o sinal verde para a produção da nova serie, no final da terceira temporada de “The Blacklist” foram exibidos dois episódios que serviram de piloto para a nova serie “Redemption”.

A estreia da série explora justamente a questão dos pais de Tom. Ele recebe uma ligação chamando-o para Nova York onde se encontraria com um advogado que tinha informações sobre seu pai. Lá chegando ele é contatado pelo próprio pai (que se acreditava morto em um acidente), que lhe da a missão de se infiltrar no grupo de sua mãe (Famke Janssen) pois acredita que ela esta envolvida em algo tenebroso e perigoso para todos (também acredita que ela mandou matá-lo, preparando o ‘acidente’ com seu avião).

Por que nosso titulo deixa em duvida a permanência da série?

Bom,  as pesquisas mostram que “The Blacklist” teve uma perda substancial de audiência. De fato, esta com a “bandeira amarela” (alerta) na lista dos possíveis cancelamentos de séries. Seria o momento de se lançar um spinoff?

Houve um atraso (ou uma espera proposital) no lançamento da nova série, em consequência ela já ‘nasceu’ com a “bandeira amarela”!! A audiência foi bem abaixo da esperada, teve um índice de 4,96, vale destacar que as serie só tem chance de permanecer com índices superiores a  5,0...

Além disto, embora “Redemption” seja eficiente em sua apresentação, ela não consegue se diferenciar das outras ‘trocentas’ séries do mesmo gênero. Não traz absolutamente nada de novo. E Famke Janssen não é nem de perto tão carismática quanto James Spader. E realmente não é necessário mais uma “Blacklist” (nome que na nova série não tem conotação alguma, a não ser ‘linkar’ as duas).



Gostou? Curta nossa fanpage!

0 comentários :