quinta-feira, 23 de março de 2017

Se você for daqueles (as) que gostam de ler sobre séries, mesmo quando não são uma das que assiste, já deve ter lido ou ouvido falar sobre “The Expanse”. Esta é uma daquelas séries que causam uma divisão entre os expectadores; Existem aqueles que a adoram e a comparam a uma ‘GoT’ ficção cientifica, e há aqueles que não acham a série nada demais ou ‘muito confusa’.

A parte do ‘confusa’ é compreensível porque “The Expanse” não perde tempo em explicar o que esta acontecendo, ela opta por mostrar os acontecimentos. E prestando atenção você entende cada nuance da história que envolve disputa de poder, controle de território, preconceito, intolerância, diferenças sociais e uma eminente guerra.

Algo que se deve destacar é o cuidado com a produção, a série é visualmente muito bem feita e poderia até apostar que é a mais cara em produção atualmente pela Syfy. Aliás, talvez muito não deem importância para a série justamente por ser uma produção do canal que normalmente ‘flerta com o trash’.

A série se baseia numa trilogia escrita por James S. A. Corey, a parte que assistimos é no primeiro fascículo intitulado “Leviathan Wakes”. A história se passa 200 anos no futuro, a humanidade conseguiu chegar às estrelas e fundou uma colônia em Marte, mas a exemplo da antiga série “Babylon 5”, há uma grande animosidade entre a Terra e Marte. No meio do caminho entre os dois planetas existe um cinturão de asteroides onde vivem os ‘belters’, que são mineradores e vivem do comercio dos metais extraídos do cinturão.


Desnecessário dizer que os ‘belters’ acabam sendo explorados e tem sérios problemas com o fornecimento de ar e água potável, assim vivem constantemente a beira de um conflito. Mas tudo isto é apenas o ‘pano de fundo’ para a história principal. Esta envolve 3 personagens diferentes: 

Detetive Miller, Embaixadora Chrisjen e o Capitão Holden
Chrisjen Avasarala (Shohreh Aghdashloo) uma espécie de embaixadora que descobre uma conspiração que pode levar a guerra entre a terra e Marte e quer impedir isto.
Detetive Joe Miller (Thomas Jane)que recebe a missão de localizar Julie Mao (Florence Falvre)filha de um rico empresário que se envolveu com um grupo ativista pró-belters.
E o terceiro personagem é o Capitão Jim Holden (Steven Strait) que cai bem no meio de uma enorme conspiração ao atender um suposto sinal de socorro num asteroide do cinturão.

Soldado marciana que esta ganhando importância na história
Sem saber os três estão envolvidos no mesmo assunto e aos poucos eles se juntam (embora não exatamente colaborem entre si). Logo no inicio da primeira temporada talvez alguns achem que a série não chegará a lugar algum, porém se for seu caso continue assistindo que as coisas se encaixam com precisão. Como disse antes a série mostra e não fica explicando detalhes (o que a tornaria um tanto monótona).

Quando acompanhamos o núcleo do capitão Holden e sua tripulação é quando recebemos as melhores informações sobre a história e tudo que esta envolvido nela. Vemos por exemplo o surgimento de estranhas naves furtivas (com equipamento que impedem detecção) que destroem a nave original da equipe. Eles se ‘apropriam’ de uma nave marciana e para disfarçar lhe dão o nome de ‘Rocinante’. O ponto aqui é que a terra passa a acusar Marte de ter assassinado a tripulação do cargueiro ‘Rocinante’ (o original), já Marte acusa a Terra de tê-lo feito.

Holden em perigo?
Após isto Holden e sua tripulação acabam por esbarrar num tipo de experimento científico, que além de envolver Julie Mao acaba por envolver também o detetive Miller. O telespectador aqui tem o privilégio de acabar por saber mais do que os personagens, pois tem uma visão maior dos acontecimentos. Sabe por exemplo que tanto a terra quanto Marte estão ignorando um ponto importante: a hipótese de haver uma terceira potência ou um terceiro interesse nos acontecimentos.



Outro aspecto muito interessante da série é mostrar que apesar de explorar o espaço, de colonizar outros planetas, a humanidade continua com os mesmos defeitos. As colônias saíram da Terra, são humanos como os terráqueos, o mesmo com respeito aos belters, mas nenhum dos lados consegue considerar esta origem em comum como um incentivo a se unirem, cada lado clama razão e desfaz do outro, culpam o outro pelos erros e problemas que acontecem...

Enfim, vale uma olhada. Vale a pena acompanhar a série que vem num ‘crescendo’ desde a primeira temporada. Quem sabe não estamos realmente diante de um novo ‘GoT’ desta vez centralizado no espaço?


A primeira temporada esta disponível no canal Netflix, a segunda temporada esta em exibição e é possível acompanha-la pela internet. Já houve a renovação para a terceira temporada. 

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