sexta-feira, 14 de abril de 2017



O Incrível HULK é um paradoxo dos filmes de heróis, o segundo filme da Marvel Studios, estreou nos cinemas em 2008 com a premissa de se distanciar da produção de 2003 dirigida por Ang Lee e fez isso brilhantemente.

Dirigido por Louis Leterrier e estrelado por Edward Norton, o longa tem como base a minissérie em Quadrinhos Hulk: Cinza, de Jeph Loeb e Tim Sale, além de elementos de Ultimate Hulk, da fase de Bruce Jones e principalmente da aclamada serie de TV.

Extremamente fiel as origens do personagem e usando um visual muito próximo dos quadrinhos, podemos ver o Gigante Verde como ele é, poderoso, furioso, mas em alguns momentos, heroico e sensível, com um clima perfeito de O Fugitivo, que remete totalmente a serie de TV.

Na trama, Bruce Banner, medico e cientista, busca uma maneira de replicar a formula do Supersoldado, mas por acidente, uma dose maciça de Radiação Gama, alterou toda química de seu corpo e agora, quando Bruce se enfurece ou se sente ultrajado, transforma-se e um alucinante monstro verde e tem que enfrentar a sua maldição.

Edward Norton está perfeito como Bruce Banner, idêntico aos quadrinhos e lembrando bastante as versões de Sal Bucema, John Byrne e Todd McFarlane.



Sua bilheteria foi bastante injusta, faturando apenas US$ 263,4 milhões mundialmente (talvez a controversa produção de 2003, ainda estivesse bastante fresca na memória do publico, o que impactou diretamente seus números finais), o filme teve uma certa redenção em suas vendas de Blu-rays, onde ficou em primeiro lugar, desbancando filmes consagrados do mesmo ano, como Homem de Ferro e Cavaleiro das Trevas.



Como pontos fortes da produção, podemos destacar...

O eletrizante inicio no Brasil, onde Bruce se esconde e tenta encontrar uma cura para sua condição. Além de ótimas, as cenas na Rocinha são inusitadas e as trocas de E-mails entre o Sr. Verde e o Sr. Azul, fantásticas, uma grande referencia a fase de Bruce Jones.

A cena onde finalmente, podemos ver o Golias Esmeralda por completo, Hulk enfrentando os “soldadinhos” do General Ross, no campus da Faculdade de Culver...alucinante.

As diversas homenagens a serie de TV, já no inicio do longa, a origem do personagem é idêntica a da serie, com direito a cadeira de emissão de Raios Gama e o botão vermelho de perigo  e em outro momento, podemos ouvir o melancólico tema musical da criatura, quando Bruce caminha como um mendigo.


Quando Ross mostra para Blonsk, o soro do Supersoldado, com direito a Raios Vita e menção a segunda guerra, em nenhum momento eles dizem o nome, mas a referencia ao Capitão é emocionante.

Quando Samuel Stern ( que futuramente se tornaria o Líder), provoca intencionalmente a transformação da criatura, um show da computação gráfica.

E a cena final onde Bruce salta do Helicóptero, para enfrenta o Abominável no Harlem, uma das melhores cenas finais de um filme de herói, que chega ao seu ápice, quando pela primeira vez o personagem diz sua celebre frase...Hulk Esmaga (na marcante e eterna voz de Lou Ferrigno). Para ficar ainda melhor, somos brindados com a clássica batida de palmas do Verdão, carinhosamente batizada por Leonard Sanson, como “Palmas Trovão”.


Para finalizar, uma das melhores cenas extra da “Casa das ideias”, onde Tony Stark, fica frente a frente com o “Velho Trovão”, maravilhoso.

Um dos melhores filmes da Marvel, que deveria se visto com outros olhos por boa parte do publico, que muitas vezes enxerga apenas o monstro, sem conseguir ver além e perceber as dificuldades, falhas e virtudes do homem.

Gostou? Curta nossa fanpage!

0 comentários :