quarta-feira, 31 de maio de 2017


Depois das críticas pesadas aos filmes “Batman vs. Superman” e “Esquadrão Suicida”, o filme solo da Mulher-Maravilha chega aos cinemas no dia 1º de junho para provar que o Universo Estendido da DC pode ser cheio de histórias épicas assim como é nos quadrinhos. Com bons personagens e uma heroína forte interpretada pela substimada Gal Gadot (a gente torceu o nariz mas ela provou que é compatível ao papel, sim), “Mulher-Maravilha” é um longa de ação de encher os olhos e que vai te deixar com vontade de acompanhar os acontecimentos que irão acontecer em “Liga da Justiça”.

No filme, a princesa Diana de Themyscira deixa a ilha das Amazonas, onde morava com outras guerreiras, para salvar o mundo da destruição causada pela Grande Guerra. Determinada a encontrar o responsável por todo esse caos... [passe o mouse se quiser saber, cuidado contém spoilers!] Sim!! Ares, o Deus da Guerra, é o grande vilão do filme e se apresenta na suas duas formas tanto como mortal como sua forma clássica nos quadrinhos. Diana se transforma em Mulher-Maravilha e embarca na missão acompanhada pelo Steve Trevor.


Com excelentes cenas de ação com uma construção diferente do que foi feito por Zack Snyder com lutas coreografadas com uma bela fotografia mas são mais secas e duras, já no filme da Amazona são apresentadas como um verdadeiro ballet. A Warner e a DC parecem ter considerado os erros dos filmes recentes do Universo Estendido e, dessa vez, as correções feitas foram certeiras. Abaixo, apresentamos os 4 ótimos motivos para assistir “Mulher-Maravilha”.

UMA PERSONAGEM FEMININA FORTE: A Warner conseguiu vencer a barreira comum na construção de personagens femininas fortes: Diana não é um homem em um corpo de mulher e não precisa de características masculinas para isso. Habilidosa intelectual e fisicamente, a heroína tem personalidade cheia de camadas – dilemas, preocupações, inseguranças, sentimentos e frustrações fazem parte da força dela.


HISTÓRIA DE ORIGEM: Outro tendão de Aquiles perigoso para qualquer filme de origem, que é contar o início da jornada do herói de uma forma convicente. As motivações, treinamento, relações e construção da personalidade se conectam muito bem com o espectador durante o primeiro ato do filme. Acompanhamos o crescimento de Diana e conhecemos melhor a ilha das Amazonas para entender como funciona a sociedade delas e quem são as pessoas importantes. [passe o mouse para mais detalhes, cuidado tem spoilers!] Essa jornada inicial é tão bem feita, que dá vontade de termos mais das outras Amazonas durante o filme, mas que ficam só no primeiro ato do filme, uma pena! Só para dar mais gostinho disso, é lembrarmos da atuação de Robin Writght que interpreta a General Antíope, mentora de Diana. No treinamento, ela e as outras amazonas mostram que, apesar de justo e benevolente, o mundo delas também é duro e exige muito de suas guerreiras – as lutas entre elas são violentas! Que venha logo, MULHER-MARAVILHA 2!


AS CENAS DE LUTA FUNCIONAM MUITO BEM: Não é fácil ter um filme de ação que tenha protagonista mulher com participação forte nos momentos de clímax, mas “Mulher-Maravilha” mostrou que personagens femininos podem, sim, dominar as cenas de ação que vão acontecendo de uma forma desenfreada. As cenas de luta da heroína são vibrantes e de perder o fôlego. Bem coreografada com um verdadeiro ballet, a pancadaria flui bem e, dotada de superforça e muita habilidade com sua espada e escudo. Diana sustenta muito bem os combates.

PERSONAGENS SECUNDÁRIOS BEM CONSTRUÍDOS E AMARRADOS COM A HISTÓRIA: A relação da Mulher-Maravilha com o seu par romântico, o espião Steve Trevor (Chris Pine), vai na contramão das histórias de amor no cinema - nenhum dos dois é dependente do outro. Nem Diana, nem Steve precisam salvar ou atender aos pedidos de ajuda um do outro, ninguém faz papel de mocinha indefesa e é a troca de experiências entre eles que dá o tom dessa parceria. Assim, o longa mostra como relações simétricas são muito mais complexas e interessantes.

Os outros personagens que seguem Diana e Steve na jornada também são assertivos. Cada um deles tem uma pequena história que revela problemas sociais da época (e atuais) que ajudam a construir a personalidade da heroína e inseri-la no mundo “real”, longe da ilha das Amazonas. Assim, drama e humor se misturam em uma medida bem equilibrada.

Daqui por diante não tem como não dar spoilers, já que  vamor falar do terceiro ato do filme. Leia por conta e risco! [CONTÉM SPOILERS!]

Outro grande problema dos filmes de heróis é falta de um vilão carismático ou pelo menos que nos conveçam dos seus atos no decorrer da construção da trama. Aqui, infelizmente, é também o grande ponto falho do filme. Todos os outros personagens têm seu propósito e construção na história de forma equilibrada, mas os vilões tem pouco brilho. O deus da Guerra, Ares, é o grande inimigo de Diana – é ele que a faz sair de sua terra-natal. No entanto, o vilão em si tem uma construção um pouco mal amarrada. 

Fica difícil para quem está assistindo acompanhar exatamente o que ele é, qual é sua influência, importância, onde ele está, como age, de onde saiu e para onde vai. Mesmo sendo um deus esses elementos são necessários para ligar o vilão de uma forma melhor com a “moral” da história de Diana. Nesse ponto, o longa pode ter perdido alguns pontos, mas a batalha final nunca perde seu tom épico.

Para encerrar, podemos dizer que “Mulher-Maravilha” acende as esperanças do Universo DC ao marcar também uma nova fase para personagens femininas no cinema. A heroína deixou mais do que provado que é possível transformar a mulher em protagonista em qualquer tipo de filme e que é possível quebrar estereótipos de forma natural e que bons personagens não têm nada a ver com gênero.

Nota: 8/10

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