segunda-feira, 29 de maio de 2017

Pois bem, 2017 desponta na história do cinema internacional como o momento do nascimento do DARK UNIVERSE da Universal Studios que visa dar nova vida a personagens já clássicos do imaginário fantástico da humanidade, mas é impossível falarmos em: "Múmias, Vampiros e Lobisomens", sem lembrarmos das épicas produções da Hammer que com ousadia, criatividade, bons atores, baixíssimos orçamentos e excelentes "defeitos especiais" que marcaram várias gerações, desde a década de 50 até os dias atuais.

O famoso estúdio inglês Hammer é muito conhecido e cultuado graças aos inúmeros e maravilhosos filmes de horror, produzidos principalmente entre o final dos anos 50 e meados da década de 70 do século passado, explorando os típicos e tradicionais elementos góticos do gênero e os monstros clássicos como Drácula, A Criatura de Frankenstein, A Múmia, Lobisomem, Fantasma da Ópera e outros, os quais por sua vez já haviam sido largamente filmados em preto e branco nos anos 30 e 40, pela produtora americana Universal (o mais antigo estúdio com operações contínuas existente nos Estados Unidos).  Só que os filmes da Hammer possuíam como grande diferencial a fotografia colorida realçando o vermelho vivo do sangue, além também das significativas doses de erotismo e sensualidade de belas mulheres.

O ciclo de filmes da Hammer começou com: A Maldição de Frankenstein (The Curse of Frankenstein) produzido em 1957, dirigido por Terence Fisher. Dois anos mais tarde iniciou a série de filmes sobre Drácula, com a participação de Christopher Lee como o famoso vampiro e Peter Cushing como Van Helsing.
O sucesso desses filmes foi tão grande que a companhia dedicou-se quase exclusivamente ao gênero terror. As séries sobre Drácula e Frankenstein foram as mais freqüentes da produtora.
Outros filmes importantes foram:
The Mummy (1959)
The Hound of the Baskervilles (1959)
The Two Faces of Doctor Jekyll (1960)
The Phantom of The Opera (1962)
The Devil Rides Out (1967)
Carmilla Karstein, a vampira lésbica, baseada na obra de Sheridan Le Fanu, também foi a
personagem central de uma série filmes, entremeada por muito erotismo:
The Vampire Lovers (1970)
Lust for a Vampire (1971)
Twins of Evil (1972)

A decadência da produtora iniciou-se em meados dos anos 70, sendo que suas últimas produções datam da década de 1980, com a série A Casa do Terror (Hammer House of Horror, 1980), apresentada em 13 episódios com aproximadamente cinquenta minutos de duração cada.
A Casa do Terror apresentava episódios independentes que exploravam os mais variados temas do horror, tais como: bruxaria, vodu, antropofagia, insanidade, casas assombradas, seitas satânicas, fantasmas vingativos, lobisomens, mortos-vivos, doppelgangers, psicopatas, crianças malignas e todo tipo de elementos sobrenaturais. Um destaque são os roteiros que se valiam  de uma ambientação contemporânea, com histórias da atualidade (década de 1980), mudando o estilo gótico utilizado na maioria dos filmes que a Hammer produzia para os cinemas, nos quais prevaleciam as ambientações bem mais antigas. Além também dos desfechos dos episódios, sempre ousados e trágicos, envoltos numa atmosfera perturbadora de pessimismo, fugindo totalmente daqueles finais convencionais e previsíveis.

A Hammer voltou à ativa em 2007. A empresa foi comprada por um consórcio europeu encabeçado pela holandesa Cyrte Investments BV, o veículo de investimentos de John de Mol, criador do "Big Brother". com a produção de novos filmes:
2010: Deixe Me Entrar - (Let me In) /Matt Reeves.
2011: A Inquilina - (The Resident) /Antti Jokinen.
2011: Despertar dos Mortos - (Wake Wood) /David Keating.
2012: A Mulher de Preto - (The Woman in Black ) /James Watkins (II)
2014: A Marca do Medo - (The Quiet Ones) /John Pogue.
2015: A Mulher de Preto 2: Anjo da Morte (The Woman in Black 2: Angel of Death) /Tom Harper.

Quanto a nós fãs, nos resta a esperança de que com novos canais de distribuição sendo desenvolvidos, a Hammer consiga ressuscitar sua reputação de produzir filmes de horror criativos e de alta qualidade. 


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