quinta-feira, 1 de junho de 2017



O EMPODERAMENTO FEMININO DA DC COMICS


Depois de dividir a opinião dos fãs e receber uma avalanche de criticas por “Batman vs Superman” e “Esquadrão Suicida” a Warner/DC Comics sentiu o golpe e mais do que depressa absorveu as criticas, efetuou mudanças e conseguiu com sua nova produção “MULHER MARAVILHA”, acertar o tom e fazer justiça ao maior ícone feminino de todos os tempos. 
 

Ciente de que deveria buscar um tom mais leve, altruísta e consequentemente mais colorido e heroico, o estúdio tratou de trazer Geoff Johns (roteirista, escritor de “Lanterna Verde”, “Superman” e “Flash”, diretor de criação e produtor) para colocar ordem na casa.

Ao longo da produção podemos sentir o bem que a entrada de Geoff Johns fez ao Universo cinematográfico DC Comics, seja no enfoque das qualidades altruístas da personagem (que deixa claro em vários momentos que luta por aqueles que não podem se defender sozinhos), ou nas paletas coloridas e vibrantes usadas ao longo do filme.


Com um roteiro inocente que remete aos filmes dos anos 40, a excelente diretora Patty Jenkins cria um filme grandioso, emocionante e repleto de cenas de ação.

Já no primeiro ato somos apresentados a paradisíaca ilha de Themyscira , onde vivem as Amazonas e onde a pequena “Diana” é duramente treinada desde sua infância. 

Themyscira é um espetáculo a parte e as imagens criadas por Patty Jenkins são “maravilhosas” e imponentes, criando um visual alucinante e exótico para a “Ilha Paraiso”.




A primeira grande cena de ação do longa, ainda em Themyscira, já dá a ideia ao espectador da grandiosidade da produção, que usa de forma correta e eficaz os recursos de câmera lenta, que aliado a direção segura de Jenkins, fazem da ação um dos pontos altos do filme.

Chris Pine consegue dar vida a Steve Trevor de forma convincente e divertida, criando uma ótima química com nossa princesa de Themyscira.


E por falar nela...



Gal Gadot é a Mulher Maravilha em pessoa, sua postura, elegância e destreza nas cenas de ação, encantam o espectador e convencem até os mais fervorosos críticos da atriz, que enfiou goela abaixo todas as criticas feitas pelos “hates” de plantão, quando foi sabiamente escolhida por Snyder para viver a mais importante personagem feminina da história. 

Quando Gadot aparece em cena, ela enche a tela, chama os holofotes para si e seu carisma e talento brilham como o laço da verdade (que é usado de forma fantástica na produção).


A construção da Mulher Maravilha está perfeita e os ideais defendidos pela heroína são suas grandes motivações no longa, criando uma versão definitiva e se tornando o maior símbolo do empoderamento feminino, que luta com “unhas e dentes” para defender seus direitos de total igualdade entre os gêneros, sejam nos campos sociais, políticos ou econômicos.

Patty Jenkins deu inúmeras declarações deixando claro que foi influenciada pelo clássico “Superman” da lenda Christopher Reeve e podemos notar isso ao longo de toda produção, que chega ao seu ápice em uma ótima cena de ação de “Diana” e “Steve Trevor” sendo assaltados em um beco.

A trilha sonora cumpre seu papel, mas acaba passando despercebida pelo ótimo tema da personagem que ao ser tocado aumenta a grandiosidade da cena, pontuando a ação e empolgando o espectador.


Vale lembrar e elogiar a forma que foi retratada as Amazonas no longa, principalmente Robin Wright que deu vida a Antiope a tia e treinadora de Diana. Suas cenas são poucas, mas marcantes, sua interpretação convincente e verossímil saltam os olhos e produzem cenas emotivas e impactantes (principalmente em cenas de ação, impecável).

As piadas pontuais funcionam perfeitamente, fazendo da experiência uma grande diversão. O segundo ato diminui um pouco o ritmo da produção, mas nada que atrapalhe o desenvolver da historia, que como uma musica clássica vai aumentando sua intensidade ao final do longa, para entregar um terceiro ato frenético e grandioso.


Interessante notar que apesar da produção usar e abusar das paletas coloridas como azul e amarelo, quando saímos da “Ilha Paraíso” e somos colocados no “front” de batalha, podemos notar a volta das paletas acinzentadas que retratam de forma perfeita os horrores da guerra (provando que o uso correto deste recurso, pode ser bastante interessante).

Vale lembrar também que o fato da diretora ter se preocupado em contar a história, deixando de lado (pelo menos por enquanto) o exagero de easter eggs e referencias apresentados nas ultimas produções do estúdio, fez muito bem ao longa, deixando o roteiro mais enxuto e descomplicado.

Como pontos negativos ficam apenas o desenvolvimento dos vilões, que apesar de terem claras motivações, tem pouco tempo de tela e acabam se tornando caricatos e dispensáveis e alguns personagens e situações que vão lembrar o espectador de “Capitão América: O Primeiro Vingador”( seja no grupo multiétnico que se parece bastante com o “Comando Selvagem “ou no trágico final de um dos personagens do filme).

Mas fiquem tranquilos, estes pequenos tropeços em nada atrapalham a maravilhosa experiência que o longa proporciona, colocando a princesa das Amazonas no lugar de destaque que ela merece, transformando-se em um divisor de aguas para o estúdio e se tornando uma referência para o publico feminino, que precisava e ansiava mais do que nunca, da volta de sua mais importante heroína.


NOTA: 9

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