sexta-feira, 21 de julho de 2017

Com a celebração do Dia do Cosplay, no dia 21 de julho, decidi fazer uma abordagem bem bacana!
COSPLAY É PARA TODOS!!! Isso mesmo! 
Pude acompanhar pelo facebook, o pai de uma amiga, fazendo pela primeira vez um cosplay!
Achei um máximo!!! Entrei em contato com ela, para poder entrevistar ele e abaixo segue a entrevista:

Nome completo: Ronaldo Gonçalves
Onde mora (cidade e estado): Rio de Janeiro - RJ
Idade: 56 anos

Qual cosplay feito e por quê? 
O personagem feito foi o Corredor X (Racer X), do anime da década de 60/70 Speed Racer. Induzido pelas realizações da minha filha como cosplayer, por ela sempre fazer personagens dos quais ela gosta, me veio a lembrança deste exímio piloto que era o Corredor X, e também por ter tudo a ver com a minha profissão, já que sou engenheiro mecânico e trabalho com carros de competição e arrancada há muitos anos. Também sou piloto credenciado pela FAERJ (Federação de Automobilismo do RJ). 
Quero falar sobre o hobby cosplay e que quem faz, não tem idade, classe social e é uma atividade para todos.O que me chamou atenção foi o fato de ter iniciado, por sua filha fazer cosplay
(Luciana Barbalho, conhecida no meio cosplayer como Luthy, ela tem 25 anos e é professora de português e inglês, meu orgulho e minha felicidade.)
Perfil dela: Luthy Lothlorien
  
1 - Como começou a confecção de cosplays, participação de eventos em sua família? Além da sua filha, mais alguém faz cosplay?
A confecção do cosplay começou com a ideia, a escolha do personagem. Depois de definirmos qual seria, minha esposa, Maria, e minha filha, Luthy, foram às compras e elas mesmas confeccionaram o cosplay para mim. Fui o modelo (risos).
Por enquanto, apenas minha filha, Luthy, e eu fazemos cosplay em nossa família. Espero poder influenciar outros membros da família para que mais gente entre neste meio. 

2 - Inicialmente, causou estranheza, desconforto, conhecer esse universo?
Fale um pouco sobre isso.
Inicialmente eu achava bastante diferente, mas nunca vi nada que pudesse me causar desconforto, observava de longe, mas achava que as pessoas estavam divertindo, e só isso já chamava a minha atenção positivamente. Eu apenas levava minha filha até a porta dos locais dos eventos e convenções, e depois ia buscá-la. E nessas idas e vindas, sempre percebi que todos pareciam muito felizes com o que estavam fazendo. Posteriormente, resolvi acompanhá-la nos eventos, para conhecer o que de fato acontecia lá dentro, e, por gostar do que vi, senti, ouvi, naqueles locais, quis me tornar um participante também. Eu admirava muito os cosplayers que estavam vestidos como personagens mais conhecidos, como os personagens da DC Comics, Marvel Comics e animes mais antigos. Quis muito fazer parte deste universo. 


3 - Qual foi o momento mais feliz e marcante da sua filha como cosplayer?
Com certeza foi quando ela ganhou o prêmio de primeiro lugar em um evento chamado Brasil Game Show, aqui no RJ, ela ganhou um PlayStation 3, vários jogos e uns controles extras. O prêmio em si foi, claro, muito importante para ela (e para mim, também jogo Gran Turismo nesse videogame - rsrs), mas ter visto a felicidade dela em conquistar o prêmio com uma personagem que ela ama tanto, e eu tê-la ajudado a fazer aquele cosplay, foi sem dúvidas o momento mais marcante dela como cosplayer para mim.

4 - Em que momento você se sentiu apto, empolgado, preparado, para fazer o cosplay?
Foi ao participar de um evento chamado Anime Star, aqui no RJ, no ano passado, vi muitos cosplayers andando por todo o local, tirando fotos, conversando com as pessoas, enfim, sendo bastante requisitados, e eles estavam usando personagens como Super Homem, Capitão América, aqueles personagens bem conhecidos, e achei fantástica a recepção das pessoas. Naquele mesmo evento, comentei com minha filha e minha esposa que eu adoraria fazer parte daquele universo também. Elas deram apoio imediato e, assim, começamos a busca por um personagem que se encaixasse comigo.  

5 - A escolha desse personagem, foi influenciada por?
Primeiramente porque Speed Racer foi o anime da minha infância. Aliás, não chamávamos de "anime", esse termo não era conhecido por aqui na minha época, chamávamos de desenho animado mesmo. E eu assistia com meu irmão mais novo, Reginaldo, alguns anos mais novo que eu, mas ele nunca se interessou tanto quanto eu. No começo dos anos 2000, em um evento de carros antigos (eu tenho um Simca 1965 que levava para exposições, hoje ele está sendo reformado), vi numa banca vendendo DVDs de Speed Racer, e a vontade de re-assistir o desenho da minha infância surgiu. Tenho este DVD guardado até hoje, e quando tivemos a ideia de eu começar a ser cosplayer, precisava ser com o meu personagem preferido em Speed Racer, o Corredor X. E, depois, fui influenciado a fazer este personagem pelas razões que disse no começo dessa entrevista, ele tem tudo a ver com o meu estilo de vida e profissão.

6 - Antes de sua filha estar fazendo parte, algum momento você se imaginou dando vida a personagens?
Não. Nunca tive interesse em me vestir como personagens antes, fosse eles de filmes, livros, games ou animes. Quando mais novo, eu tinha cabelos compridos e lisos, então me vestia como índio nos carnavais do Rio, mas não fazia mais do que isso. Se tratando de personagens específicos, nunca me imaginei dando vida a qualquer um deles.  

7 - Qual mensagem gostaria de passar para outros pais ou até mesmo aqueles que ainda não tiveram "coragem" de fazer cosplay?
A princípio, pensemos que a vida é curta! E como é o tipo de situação (os eventos em si, fazer cosplay...) que o pai pode estar em conjunto com seus filhos, e também por não ser nada que vá denegrir a imagem das pessoas, ao contrário, só nos traz felicidade e alegria, por que não fazer? Por que não nos divertirmos todos juntos? Inclusive, deixo a mensagem para os pais que por ventura leiam esta entrevista: quem participa deste universo não é um fora-da-lei, não está tirando nada de ninguém, está apenas se divertindo e sendo feliz, e, no meu caso, estou resgatando a memória de uma época dourada do anime e também da minha infância. Não há nada de errado em fazer cosplay! Nestes 56 anos de vida, posso garantir que já vi muitas atividades que, essas sim, precisam ser observadas com atenção pelos pais, porém, se seu filho resolver ser cosplayer, incentive-o! É um hobby como qualquer qualquer outro, e, como qualquer outro, deve ser praticado de maneira saudável. Se for assim, sinal verde para o cosplay!

8 - Existe outros projetos já em mente? Podemos esperar novos cosplays?
Sim! Com certeza. Estou apenas começando! "National Kid" já foi pedido, em breve começamos a confecção deste, e quem sabe até eu seja um pouco ousado para a minha forma e tente um Aragorn, de Senhor dos Anéis, meu personagem preferido nesses livros/filmes (risos). Aliás, é culpa minha o fato de a Luthy ser viciada em Senhor dos Anéis, eu comprei os livros para ela quando ela fez oito anos. 

9 - Qual a experiência mais marcante como cosplayer? Já conseguiu ir em eventos? Se sim, como foi a reação das pessoas?
Não fui a nenhum evento como cosplayer ainda. Tenho dois eventos programados para ir no próximo mês. Mas posso dizer que a reação das pessoas na Internet foi muito boa e surpreendente! Agradeço a cada um dos comentários positivos que eu obtive depois que minha filha postou minhas fotos como Corredor X. Fiquei extremamente feliz em saber que a comunidade cosplayer é receptiva com pessoas de mais idade. Cosplay definitivamente é para todos! 

Muito obrigado pelo interesse e pela atenção! Ronaldo G. 

Nós, da Actions e Comics que agradecemos a oportunidade!


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