quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Eis ai a primeira cena da primeira animação do amigão da vizinhança. 1967 foi ano escolhido para finalmente termos um desenho animado do Teiso. Ok, eu sei que não era nenhum primor. Talvez poderíamos chamar essa parada de um desenho "desanimado". Só que pra uma época onde muita gente ansiava por desenhos de super heróis, esse desenho fez bastante sucesso.
Com toda a tecnologia que temos hoje e a infinita melhora nas animações e mesmo nos enredos, sacamos como tudo tem mudado e mudado rápido demais.
Em 1965 através de um conceito estabelecido por Gordon Earl Moore, surgiu a famigerada Lei de Moore. Essa parada dizia que o poder de processamento dos computadores (podemos colocar aqui a tecnologia como um todo) dobraria a cada 18 meses e baratearia 50%. Então de cada 1 ano e meio temos a tecnologia atual dobrada, e o que foi produzido a um ano meio atrás estaria custando metade do preço. A lei de Moore fala de um crescimento exponencial de toda a tecnologia, e não linear. Só pra você sacar a diferença de um pra o outro, se eu desse 30 passos lineares, andaria uns 30 metros. Agora se eu desse 30 passos exponenciais daria umas 6 voltas na terra. Parece doideira, mas essa lei foi provada por "n" pessoas, e isso é algo assustador.
Talvez se pensarmos na tecnologia de 1450, década da criação da prensa de Guttenberg, e pensássemos no ano de 1500, talvez a tecnologia não desse tanta diferença assim. Mas vamos pensar que a tecnologia na época era 0,00001, praticamente nada, e o dobro de nada, 0,00002 continua sendo nada. Mas hoje é tudo diferente. Vamos dar um número fictício para nossa tecnologia atual: 5.000. O dobro disso é 10.000 e daqui mais um ano e meio, 20.000 e assim por diante. Em 10 anos estaríamos em mais de 150.000. Pense em 100 anos. O mundo está mudando tecnologicamente rápido demais.
Zygmunt Bauman, sociólogo polonês diz que vivemos em um mundo líquido, onde nada foi feito para durar. Um conceito que fala que a modernidade imediata é rápida e cheia de mudanças, algo muito mais dinâmico que a modernidade “sólida” vivida pelos nosso avós. O sociólogo fala que vivemos em um mundo "repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível'. Um mundo onde não temos mais certeza de merda nenhuma, onde cada um pode acreditar e ser quem quiser.
Exemplo disso é, ofereça pra sua vó vitamina de manga. Provavelmente ela vai falar que isso mata. Ou mesmo tome café e olhe no espelho, talvez você escute um "cuidado para não entortar a boca". E isso é reflexo do mundo "sólido" que nosso avós viveram. Onde eles não tinham muitas dívidas do que era ou não certo. Creio que individualismo da nossa geração seja a grande resposta para toda essa mudança.
Indo agora pra filosofia clássica, o pensador grego Plutarco foi responsável por criar o Paradoxo de Teseu, que consistia em: Teseu, aquele mesmo do minotauro, resolveu dar um rolê com seu barco. Uma viagem de 10 aninhos. Mas, ao longo dessa viagem, seu barco vai se estragando, e ele vai substituindo cada peça do barco conforme se desgasta, até que todas tenham sido trocadas. Então depois de 50 anos ele volta. Eis o paradoxo: dá para dizer que o navio que voltou é o mesmo que saiu? Ou já é outro? Thomas Hobbes, outro filósofo, complicou ainda mais todo esse troço: se um segundo barco for montado com as peças jogadas fora, qual dos dois será considerado o navio de Teseu?
HAHAHAHA eu sei que é tudo bem confuso. Papo de filósofo. Mas reflita comigo: Você, é o mesmo de 10 anos atrás? Acho que não. Psicologicamente você é outro, está mais maduro, talvez mais inteligente, organizado. Ou mesmo mudou pra pior, anda mais estressado, estourando por qualquer coisa.
Nem fisiologicamente você é o mesmo depois de uma década. Tirando os neurônios, cada célula do seu corpo se recicla em períodos de 7 a 10 anos.
"Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes." Albert Einstein
Velho, se o mundo muda o tempo todo, como expliquei na lei de Moore. Se o mundo que vivemos é líquido, onde o meio flui e muda toda hora. E se nem você é mesma pessoa, pois psicologicamente e fisiologicamente você está em constante mudança. Como ser feliz nesse turbilhão de coisa novas e situações virginais?
Uma inscrição do Templo de Apolo em Delfos tem a resposta: ""Conhece-te a ti mesmo". Sim o nosso, tão falado aqui na página, AUTOCONHECIMENTO.
Acho que se conhecer cada vez mais é a resposta para todos esses problemas. Entender o que se gosta e que não gosta, nos prepara ou mesmo evita muitas infelicidades que teremos por aqui. Conhecer a si mesmo é algo essencial para saber como modificar nossa relação consigo mesmo, com os outros e com o mundo. De uma maneira simplificada, seria a busca pela nossa própria verdade.
Passamos a vida afogados em nossa aparência e em um monte de consumo. Pensamos estar cuidando de nós mesmos, quando na verdade estamos perdidos no meio de uma caralhada de coisas. E é preciso conhecer a si mesmo para não se perder mais. Não tô falando que você vai encontrar toda verdade do mundo em si mesmo, mas, talvez, seja a verdade capaz de salvá-lo.
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